20 de janeiro de 2010

A Monarquia dos Abacaxis (nova versão...!)

Ao menos esta cidade é uma alegria! Ele é aristos pelo ar, ele é homens tarados que apalpam as alunas, ele é lambretas, ele é iogurtes em vôo picado, ele é recepcionistas com sapatos nojentos (de vinil! Botas de vinil! Asquerosooo!) ao menos aquilo é uma alegria! Isto é realmente uma Monarquia dos Abacaxis!
Mas há que ressaltar um moço deveras amigável. Falo, obviamente do amor da minha bida, o macho man lol esta e para ti, margarida : D ) que me faz acordar todos os dias a pensar como é bonito o viaduto que passa ao pé de Assafarge. Ai aqueles pilares de betão, aquelas vedações de ferro carunchoso (o ferro pode ter caruncho?), ai aquilo dá-me a volta ao miolito!
FRANKLIN, O FAQUIRZINHO BRINCALHÃO. O homem-não adolescente mais tarado do mundo (fora Rego Travesso, no concelho da Tábua! Os Rego-Travessianos são uns taradões, coitaditos! Aquilo bate qualquer bordel de cidade rural de Venda da Gaita, onde proliferam as danças em roupa interior em cima das rodas de um tractor agrícola). Ai aquilo entranha-se-me nas entranhas, fica lá tipo um parasita e não sai de lá.
Mas quem é afinal FRANKLIN, O FAQUIRZINHO BRINCALHÃO? Nascido na aldeia de Pocilgão, desde muito cedo mostrou grandes abilidades para mudar lâmpadas e jogar ao jogo do galo (no qual ele era sempre o asterisco, claro está. Morte às bolas e viva o asterisco, que na prática é uma bola com o cabelo em pé e cheio de gel). Sempre muito popular entre as ovelhas do sexo feminino, «Ai, aquilo eram mulheres às pazadas, minha gente», como ele confirma, o seu coração esteve sempre destinado a pertencer a um ser de outra espécie, uma ovelhâmpada. MiluCa [Campos], nascida em Cabra, no concelho de Penamacor. Criadora do inovador conceito de que Nova Iorque é a capital dos EUA e de que "Temos de parecer umas divas, mesmo que compremos todo o nosso guarda-roupra na feira e mesmo que o nosso marido passe mais tempo a ajustar o zoom das máquinas fotográficas do que connosco". Eu não tenho nada, nada mesmo contra as pessoas que compram coisas na feira. Mas a mulher chega-se lá a pensar que é a maior e não sei quê, que é a Miss Ovelha-Perra, mas afinal já descobrimos a proveniência daqueles (belos, munto belos, mesmo! Beeeeeelos) sapatos azuis de pele de cobra. Beeeeeelo, mesmo.
Mas a cor-de-rosa, melada e nojenta felicidade deste peculiar casal começa a desvanescer-se assim que FRANKLIN, O FAQUIRZINHO BRINCALHÃO, começa a ter afecto pelas meninas com quem convive e a quem ensina que "Não vamos sublinhar, vamos fazer um viaduto!". Nos fatídicos dias em que elas levam saias, FRANKLIN, O FAQUIRZINHO BRINCALHÃO aproxima-se rasteiramente e ZÁS, ataca-as , apalpando-lhes as pernas ou basicamente deitando-se em cima delas, apoiando-se pelos ombros ("Ufa stôr, tirou-me um peso de cima!"by Mari Naifuda - A Moça Das Naifas).
E assim o menino pequenino provenienente de Pocilgão estabeleceu-se com a sua ovelhâmpada algures na grande cidade.
E é por ele e apenas por ele que eu todos os dias acordo e digo: «Estes sensuais viadutos têm sensuais criadores, e no seu betão caem, como uma maçã que cai, que à medida que caem ficam podres, e já não podem ser comidas, porque senão apanhamos uma intoxicação alimentar e é tudo uma seca».
I LOVE NEW YORK FRANKLIN, O FAQUIRZINHO BRINCALHÃO.
Tenho de ir tentar casar-me com FRANKLIN, O FAQUIRZINHO BRINCALHÃO. E fazer a tosquia ao meu peixe de plástico, Jasper Pusntapum Sr. Marco, que está a ficar lãzudo.
I truly love you, Big Hollow Where I Am Writting To.
xoxo,
biiatrizcullen

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